Nota de pesar do Centro de Formação Mandacaru pela morte de Dom Pedro Casaldáliga

Com uma exemplar trajetória de lutas em defesa da vida dos mais pobres, Dom Pedro Casaldáliga, Bispo Emérito de São Felix do Araguaia – (MT) nos deixa aos 92 anos para continuar sua missão no céu. É com pesar que o Centro de Formação Mandacaru recebeu a triste notícia nesse sábado dia 08 de agosto, através dos veículos de comunicação.

Junto a essa nota do Mandacaru trazemos também parte da carta que as Comunidades Eclesiais de Base- CEBs Pastorais, Movimentos, Centros e Institutos publicaram em sua homenagem.  “Dom Pedro Casaldáliga nos deixa uma vida e missão de dedicação ao povo, especialmente aos mais pobres e marginalizados/as, aos povos indígenas, pelos direitos humanos. Seu testemunho foi sempre pautando a libertação daqueles e daquelas que são oprimidos/as, assumindo em seu projeto de vida a missão de Jesus. Dom Pedro Casaldáliga, profeta da esperança, sempre viveu o Evangelho de Jesus em sua plenitude e radicalidade, doando a vida até às últimas consequências, denunciando e organizando o povo contra as garras do latifúndio, contra o sistema que mata e marginaliza. Pedro, que com seu lema episcopal “HUMANIZAR LA HUMANIDAD”, anunciou uma igreja próxima, cuidadosa com a vida do povo, responsável também pela libertação. E sua vida pedra, sustento e base para a Igreja da Libertação. A Vida de Pedro é um projeto de vida, projeto vivo de Reino de Deus, é profecia de um novo mundo possível. Seu ministério é presença de Deus na vida do povo. Que sua memória, que a intensidade de sua vida nos inspire sempre mais a caminhar para o Reino de Deus, vivo no meio do povo, gerando sempre a libertação! Que o seu testemunho nos faça sempre dar seguimento à causa da justiça, comprometidos e comprometidas com seu povo. Que ele rogue por nós! “Nós somos o povo da esperança, o povo da Páscoa. O outro mundo possível somos nós! A outra Igreja possível somos nós! Devemos fazer questão de vivermos todos cutucando, agitando, comprometendo. Como se cada um de nós fosse uma célula-mãe espalhando vida, provocando vida.”(Dom Pedro Casaldáliga, Julho de 2011)”.

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