
O auditório Paulo Freire na Ecoescola Thomas a Kempis recebeu nos dias 13 e 14 de janeiro a oficina de consultoria e encerramento do Projeto Viver e Conviver na Paisagem do Alto Poti, um projeto que teve como foco estratégico assessorar 10 organizações comunitárias da paisagem em pequenos projetos do Fundo Ecos que incluía entre as ações, o fortalecimento das organizações comunitárias. Uma parceria entre o Instituto Sociedade, População e Natureza – ISPN e o Centro do Formação Mandacaru de Pedro II, projeto que teve o financiamento do Fundo Global para o Meio Ambiente – GEF. A oficina foi realizada pelo ISPN em parceria com o Mandacaru e contou com representantes de nove organizações comunitárias e três parceiros estratégicos da paisagem, a Fundação Santa Ângela, o Centro Regional de Assessoria e Capacitação – CERAC e a Associação dos Condutores de Turismo de Pedro II – ACONTUR.
Entre as temáticas debatidas coletivamente pelo grupo nesses dois dias, estavam as sementes e frutos alcançados durante a execução do projeto. Entre as sementes foram citadas a participação da juventude em algumas das atividades e a criação do grupo Guardiões Mirins das Sementes Nativas, (Sementes da Fartura) no Assentamento Pedra Branca. Nos frutos foram destaques o fortalecimento institucional das organizações comunitárias, o aumento na geração de renda através dos quintais produtivos, o fazer coletivo dentro da comunidade, o protagonismo das mulheres, entre outros.
Houve também um bom debate sobre os desafios enfrentados dentro das comunidades como a limitação em acessar as políticas públicas sociais, a difícil relação pessoal entre integrantes das próprias comunidades e a relação de gênero, tendo o machismo ainda muito forte dentro das famílias.
Com o olhar para o futuro, as organizações comunitárias priorizaram manter as parcerias construídas até aqui e também já se preparam para concorrer a futuros editais que surgirem para sua paisagem, tendo em vista que agora elas estão mais fortalecidas institucionalmente, além de contar com maior e melhor conhecimento na gestão dos recursos de projetos. Os líderes comunitários também reafirmaram a importância de ter o Centro de Formação Mandacaru no apoio e assessoria junto a essas transformações sociais, além da melhoria em infraestrutura que as comunidades tiveram com essa ação dentro da paisagem do Alto Poti.