Inverno de 2023 deve ser abaixo da média e bem irregular na região de Pedro II

Segundo a sabedoria popular de agricultores e agricultoras da região de Pedro II as chuvas este ano devem ocorrer abaixo da média e com baste irregularidades na região de Pedro II. As previsões foram apresentadas no ultimo sábado, (07) durante a realização do XV Encontro de Profetas da Chuva de Pedro II, o evento teve início às duas da tarde com duração quatro horas e aconteceu no Laguna Clube, bairro Boa Esperança.

Cada profeta que fazia uso da palavra para trazer sua leitura da natureza apontava indícios de que segundo os sinais dos pequenos animais e das plantas, as chuvas não serão intensas e com pouca duração. A previsão indica chuvas leves ou mesmo que ocorra chuvas fortes, tendem a passar longos tempos sem chover, o que geraria a irregularidades. Segundo seu Zé Inácio, experiente profeta da comunidade Cachoeira Grande, disse durante no evento que observou “os soldadinhos”, pequenos gafanhotos aparecendo já em dezembro, o que segundo ele não é natural. “Eles só costumam aparecer no final do período chuvoso, ou seja, entre abril e maio”, disse.

Mesmo mostrando uma forte tendência de chuvas abaixo da média para 2023, uma apresentação da Adeodata dos Anjos realizada nesse mesmo evento, mostrou através de anotações feitas nos últimos 20 anos que o volume de chuvas nesta região costuma atingir entre 700 e 1.100mm por ano, o que também aponta  uma perspectiva positiva do ano de 2023 também ter boas chuvas, talvez também distantes umas das outras, o que comprovaria a previsão dos profetas de inverno irregular. 

Mandacaru realiza XV encontro de profetas da Chuva

Pedro II sediou no ultimo dia sábado, (07) de janeiro o encontro de sábias pessoas que vivem da agricultura familiar, foi o XV Encontro dos Profetas e Profetizas da Chuva da região de Pedro II realizado pelo Centro de Formação Mandacaru, este ano ocorrido no Laguna Clube localizado no bairro Boa Esperança. Além dos profetas e profetizas, o evento contou ainda com uma grande plateia e convidados especiais como a Rejane Silva que é Coordenadora Estadual do Fórum Piauiense de Convivência com o Semiárido, Altina Uchoa, Presidenta do Sindicato dos Trabalhadores Agricultores e Agricultoras Familiares de Pedro II, o professor Ernani Getirana entre outros.

Foi um encontro que bateu recorde de participações de profetas num total de 16 sábias pessoas que apresentaram suas observações sobre os sinais da natureza, expondo ali suas experiências das chuvas previstas para os próximos cinco meses na região. Todo o evento foi transmitido pelas plataformas digitais do facebook, (Ecoescola Thomas a Kempis e Matões FM) como também pela página no Youtube da Ecoescola, com início as duas da tarde.

Este ano, o encontro não contou com a participação dos profetas e profetizas de Piripiri como ocorria em anos anteriores, porém foi possível contar com a estreia de dois novos profetas, o agricultor Walmir Moreira do Assentamento Arara e o Dejavan Pereira, técnico em agropecuária e colaborador do Centro de Formação Mandacaru. Toda a apresentação do evento teve duração de quatro horas.

Famílias agricultoras participam de curso com o tema Agroecologia

15 famílias residentes nos municípios de Pedro II e Milton Brandão estão sendo beneficiadas pelo projeto de inclusão produtiva, Quintais Agroecológicos, com o apoio do Fundo Estadual de Combate à Pobreza – FECOP, através da Secretaria de Estado da Assistência Social e Cidadania do Estado do Piauí – SASC-PI. Entre as atividades do projeto foi realizado um curso com o tema: Princípios da Agroecologia que aconteceu nos dias 29 e 30 de setembro na Ecoescola Thomas a Kempis. A atividade faz parte do plano de trabalho que segue até os primeiros meses de 2023.

O projeto é executado pelo Centro de Formação Mandacaru e tem como objetivo a implantação de quintais produtivos através de sistemas agroecológicos com vista à inclusão produtiva das famílias.

Durante o curso as famílias puderam receber orientações de como melhor produzir na realidade do Semiárido Piauiense e também como melhor aproveitar as riquezas em nutrientes que o solo oferece. Dessa forma, possibilita a produção de forma agroecológica. No curso foi possível visitar uma área nativa preservada pela escola, onde os participantes puderam debater toda a diversidade das plantas e dos pequenos animais. Ingredientes valiosos para a manutenção da biodiversidade e equilíbrio natural do ecossistema. As famílias também puderam ver de perto o modelo de produção nas áreas da Ecoescola, um lugar mantido pelo Centro de Formação Mandacaru e cultivado pelos alunos sob o acompanhamento da equipe técnica da escola.

Segundo o técnico Dejavan Pereira do Centro de Formação Mandacaru, essas visitas nas áreas são importantes para que as famílias compreendam que um ser vivo depende do outro para manter o equilíbrio e a produção se manter sustentável.

O foco central das ações do projeto é fortalecer e ampliar a produção agroecológica de frutas, verduras, legumes e hortaliças nos quintais produtivos dessas famílias agricultoras. “Antes de tudo precisamos pensar e trabalhar na segurança alimentar dessas famílias para depois planejar e buscar fortalecer também a comercialização, e assim gerar renda e melhorar a vida dessas famílias”. Disse o técnico Francisco Uchoa, integrante da Coordenação do Mandacaru.

 Parte dessas famílias atendidas pelo projeto já possui uma rica diversidade de furtas em seus quintais, porém pouco utilizada, por isso é estratégico o apoio do projeto tanto em infraestrutura, planejamento, formação e assessoria técnica para que cada vez mais, bons frutos cheguem até a mesa dessas famílias.

A EcoFamília em Festa voltou e com ela as boas energias

Apresentação teatral

Ela voltou, trazendo consigo o fortalecimento da parceria entre escola e família. Falamos da EcoFamília em Festa que esteve ausente por dois anos por conta do período de pandemia. O evento aconteceu durante o dia de sexta feira, (09) na quadra da Ecoescola Thomas a Kempis e contou com a presença de quase 500 pessoas entre pais, mães, alunos/as, equipe Ecoescola e convidados.

Este ano, a festa da família trouxe o tema: “É com alegria que voltamos a EcoFamília em Festa”. E foi de uma boa energia mesmo, porque a programação trouxe uma diversidade de atrações como peças teatrais, atrações musicais de voz e violão, sorteios de prêmios para as mamães, além de muita animação através das brincadeiras nos intervalos das apresentações.

A festa da família de fato havia deixado saudades nesses dois anos de ausência, afinal é ali onde as oficinas desenvolvidas na escola podem trazer o talento dos alunos no violão, teatro, capoeira e tantos outros. A festa trouxe a boa energia entre as famílias, pois nesse espaço, elas podem se encontrar e fazer aquele agradável bate papo. Um dia de festa mesmo.

Entidades da Sociedade Civil de Pedro II realizam Caminhada pelos/as Excluídos/as

Há 28 anos os movimentos sociais do Brasil realizam no dia 7 de setembro, o ato de manifestação pelas pessoas excluídas do País, o chamado Grito dos Excluídos/as, aqueles e aquelas que vivem a margem da sociedade, sendo em sua maioria pessoas que tem seus direitos desrespeitados na saúde, segurança alimentar, educação, emprego, moradia e tantas outras. Uma ausência escancarada de políticas públicas praticamente todos os dias. Nos últimos anos as bandeiras de lutas ampliaram com a negação ou redução de direitos historicamente conquistados, como por exemplo, a redução de direitos trabalhistas e a redução nos investimentos na educação. Já são 28 anos em que os movimentos sociais somam força em favor desse grito que precisa continuar ecoando em todo País.

O movimento do Grito dos Excluídos trouxe como tema esse ano, “200 anos de independência, para quem?, com manifestações em todo o Brasil. Em Pedro II, organizações como o Centro de Formação Mandacaru, Fundação Santa Ângela, o CERAC, Obra Kolping, Sindicato dos Trabalhadores/as Rurais entre outras Entidades realizaram uma caminhada pelas ruas da cidade trazendo as bandeiras de luta focadas nesses temas.

A caminhada teve concentração e início na Praça de São José Operário na Vila, seguindo pelas Avenidas José Lourenço Mourão e Coronel Cordeiro com parada no centro comercial da cidade, onde houve umas falas dos participantes. Depois a caminhada teve continuidade até a Praça da Matriz de Nossa Senhora da Conceição, onde aconteceram apresentações musicais dos movimentos.

Durante a parada da caminhada foram abordados temas como educação, segurança alimentar, proteção as crianças, saúde, o ódio ideológico entre outros. Um espaço de fala em favor de todas as pessoas excluídas do Brasil. Foi lembrado também que se faz necessário o povo lutar para fazer valer seus direitos. Pois só assim é possível consegui melhorias e alcançar conquistas coletivas, diziam as pessoas representantes das organizações durante o momento de falas.