Ecoescola Thomas a Kempis conquista o primeiro lugar em pesquisa do INEP

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais – INEP divulgou na última semana de junho a média de notas do Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM que cada escola atinge através de seus estudantes do ensino médio que faz o exame nacional. Essa média é feita após a soma de todas as notas que o aluno consegue na prova incluindo redação, uma das principais notas do ENEM. E nesses resultados divulgados pelo INEP, a Ecoescola Thomas a Kempis de Pedro II ficou em primeiro lugar entre as escolas do campo do Estado do Piauí. A escola alcançou também o primeiro lugar geral entre as 09 escolas de Pedro II que lecionam o ensino médio. Um resultado espetacular que promoveu alegria e emoção aos estudantes e todas as pessoas que compõem a Ecoescola Thomas a Kempis.

Para o diretor da Ecoescola, Rogério Alves, esse é um resultado que não retrata apenas números, mas sim a dedicação dos 14 estudantes que fizeram a prova do ENEM no ano de 2025. “Temos a alegria de dizer que desses 14 jovens que fizeram a prova do ENEM em 2025, 11 estão na universidade, estudando seu curso superior.” Afirma Rogério Alves.

Esse resultado é também a soma de um trabalho que envolve a dedicação diária de muitas pessoas, de parceiros que apoiam a Ecoescola e das famílias dos estudantes, onde cada um faz a sua parte e faz muito bem, resultando em bons frutos desse trabalho que tem dedicação e compromisso.

Rogério Alves destacou ainda a importância da Ecoescola para os jovens da zona rural que até poucos anos atrás não tinham a oportunidade de acessar uma escola com ensino de boa qualidade de forma gratuita e hoje, esse ensino de alto nível se tornou muito mais acessível com a presença da Ecoescola, como também de outras instituições de ensino no Piauí que tem um trabalho exemplar.

A Ecoescola alcançou a média de 570 pontos nos microdados da pesquisa INEP, ficando entre as 10 escolas do quadro geral de todas as escolas do Estado do Piauí, além das primeiras posições já citadas acima. Um resultado para ser comemorado e também celebrado, tendo em vista que além desta conquista, a Ecoescola tem alcançado através de sua metodologia de ensino, muitos outros resultados educacionais no campo ambiental, na cidadania e na transformação social ao longo de seus 25 anos de caminhada.

Inclusão no campo escolar: Psicopedagoga destaca a importância de entender e compreender para incluir

“Todos/as nós temos diferenças, mas não somos diferentes, por isso a importância de compreender essas diferenças”. Essa foi uma das colocações que a Psicopedagoga Juta Cristina fez durante sua palestra para a equipe de funcionários do Mandacaru que trabalha na Ecoescola Thomas a Kempis, cujo o tema foi Inclusão. A palestra aconteceu durante toda a manhã de segunda feira dia 27 de outubro. A roda de conversa como a professora mesmo gosta de dizer foi realizada no auditório Paulo Freire na Ecoescola.

A cada dia e com mais frequência as escolas tem acolhido crianças e adolescentes com transtornos do neuro desenvolvimento. Daí a importância de compreender essas diferenças, para uma melhor inclusão e acolhida no espaço escolar. O treinamento e formação dos profissionais que atuam nesses espaços é fundamental para melhor conhecer, cuidar e melhor acompanhar.

A palestra da professora Juta Cristina trouxe essa e outras questões, inclusive a orientação para que temas relevantes como esses sejam sempre pautas entre educadores e gestão das escolas. A psicopedagoga lembrou também que os monitores, professores/as precisam dialogar, sensibilizar e orientar todas as crianças e adolescentes nas escolas. “Todas as pessoas tem direitos que precisam ser respeitados”, reforçou Juta Cristina.

A palestra Inclusão e outras formações que o Mandacaru vem realizando no seu espaço de trabalho, integram o Programa de Proteção Infantil – PPI trabalhado pela Entidade.

Edital de matriculas 2026 da Escola Asa Branca

Pelo presente Edital o Centro de Formação Mandacaru torna público que estão abertas as inscrições para o preenchimento de reserva de vagas para famílias que desejam matricularem suas crianças na Escola de Educação Infantil Asa Branca para o ano de 2026, de acordo com o numero de vagas mencionadas no presente Edital.

Os interessados deverão procurarem a secretaria da escola para preencherem a manifestação de interesse.

segue o Edital

EDITAL DE MATRICULAS 2026 DA ECOESCOLA

Pelo presente Edital, o Centro de Formação Mandacaru faz saber que está aberto o período de reserva de vagas para quem deseja ingressar na Ecoescola Thomas a Kempis no ano letivo de 2026.

Os responsáveis que desejarem concorrer a vagas para o ano letivo de 2026 deverão se dirigir até a Ecoescola, localizada no Sítio Revedor, em Pedro II para realizar a “reserva de matrícula”.

confira na íntegra o Edital 2026

Pedro II sedia Fórum de Justiça Climática do Semiárido Brasileiro

Com palestras, apresentação de experiências de adaptação e enfrentamento as mudanças climáticas, debates, mesas-redondas e incidência política para a promoção da justiça climática, foi realizado na cidade de Pedro II – PI nos dias 30 de junho e 01 de julho o Fórum de Justiça Climática do Semiárido Brasileiro. O evento integra as atividades do Programa Comunidades Resilientes, (CoRe) de iniciativa da Caritas Francesa em parceria com Articulação do Semiárido Brasileiro – ASA Brasil e o apoio da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD). O evento a colaboração também do Fórum Piauiense de Convivência com o Semiárido – FPCSA.

A abertura do evento aconteceu na tarde do dia 30 de junho na Ecoescola Thomas a Kempis e teve continuidade na terça feira, (01.07) no auditório do Instituto Federal do Piauí – IFPI campus Pedro II. Uma das mesas- redondas trouxe o depoimento de representantes das organizações do Peru e Colômbia. Teve relatos das boas práticas na produção de alimentos de maneira sustentável na floresta, como também teve a denuncia do avanço de grandes projetos na região o que vem impactando fortemente no desmatamento das florestas nesses países.

Em sua palestra “Prática para uma verdadeira Justiça Climática” o professor e Diretor Nonato Silva do IFPI, campus Pedro II disse: “Não haverá justiça climática, se os impostos desses grandes projetos não forem utilizados na promoção de uma melhor educação, saúde, saneamento e segurança dessas comunidades impactadas negativamente por esses grandes empreendimentos”.

Houve também o momento de fala do público participante do fórum. Algumas falas trouxeram também a denuncia de invasão de grandes projetos no Estado do Piauí, como a instalação de mineradoras, parques solares entre outros, o que vem promovendo uma grande destruição da caatinga, mata nativa do Semiárido Piauiense.  

O Fórum de Justiça Climática contou a participação de quase 90 pessoas de cinco países. Entre o público estavam estudantes, professores/as, representantes de povos originários, técnicos, autoridades políticas e representantes de organizações sociais.