Boas vindas

Eram 08:05 da manhã desta quarta feira dia 28 de janeiro, quando à sombra da faveira, a Ecoescola Thomas a Kempis acolheu com as boas vindas os 29 novos alunos que formarão a turma do 6º ano da escola este ano. Os alunos vieram acompanhados com seus pais ou mães, que durante dois dias, (28 e 29) terão uma programação bem específica de chegada, acolhimento e conhecimento da escola. Os pais ficaram somente na manhã do primeiro dia, enquanto que as crianças ficarão os dois dias com dormida na escola.

Nesses dois dias, além da acolhida e boas vindas, eles irão conhecer as normas da escola, as áreas de agroecologia, as salas de aula e demais estruturas que estarão disponíveis para eles durante o ano letivo. Neste primeiro dia, alguns alunos do 8º ano também vieram participar da programação e assim como os monitores, apresentarem as áreas da escola para seus novos amiguinhos que chegam.

Na programação do dia, enquanto os novos alunos ficaram com uma equipe de monitores para juntos partilharem desses momentos de conhecimentos e até brincadeiras educativas, a direção da escola ficou em um outro espaço com os pais e mães para dialogarem numa roda de conversas, também sobre as normas da escola, horários, transportes dos alunos, além de outras informações sobre o cotidiano que os alunos terão durante o ano letivo.

Neste primeiro dia, os pais ficaram até o horário de almoço, onde junto com seus filhos puderam fazer a refeição do dia todos juntos. Após esses momentos, os pais retornaram para suas casas e seus filhos permaneceram durante os dois dias seguindo uma programação, onde eles puderam conhecer melhor a escola onde devem ficar pelos próximos sete anos.

A Ecoescola atende estudantes que vão do 6º ano do ensino fundamental maior até o 3º ano do ensino médio. Este ano todas as turmas estarão juntas a partir do dia 09 de fevereiro. 

Inclusão no campo escolar: Psicopedagoga destaca a importância de entender e compreender para incluir

“Todos/as nós temos diferenças, mas não somos diferentes, por isso a importância de compreender essas diferenças”. Essa foi uma das colocações que a Psicopedagoga Juta Cristina fez durante sua palestra para a equipe de funcionários do Mandacaru que trabalha na Ecoescola Thomas a Kempis, cujo o tema foi Inclusão. A palestra aconteceu durante toda a manhã de segunda feira dia 27 de outubro. A roda de conversa como a professora mesmo gosta de dizer foi realizada no auditório Paulo Freire na Ecoescola.

A cada dia e com mais frequência as escolas tem acolhido crianças e adolescentes com transtornos do neuro desenvolvimento. Daí a importância de compreender essas diferenças, para uma melhor inclusão e acolhida no espaço escolar. O treinamento e formação dos profissionais que atuam nesses espaços é fundamental para melhor conhecer, cuidar e melhor acompanhar.

A palestra da professora Juta Cristina trouxe essa e outras questões, inclusive a orientação para que temas relevantes como esses sejam sempre pautas entre educadores e gestão das escolas. A psicopedagoga lembrou também que os monitores, professores/as precisam dialogar, sensibilizar e orientar todas as crianças e adolescentes nas escolas. “Todas as pessoas tem direitos que precisam ser respeitados”, reforçou Juta Cristina.

A palestra Inclusão e outras formações que o Mandacaru vem realizando no seu espaço de trabalho, integram o Programa de Proteção Infantil – PPI trabalhado pela Entidade.

EDITAL DE MATRICULAS 2026 DA ECOESCOLA

Pelo presente Edital, o Centro de Formação Mandacaru faz saber que está aberto o período de reserva de vagas para quem deseja ingressar na Ecoescola Thomas a Kempis no ano letivo de 2026.

Os responsáveis que desejarem concorrer a vagas para o ano letivo de 2026 deverão se dirigir até a Ecoescola, localizada no Sítio Revedor, em Pedro II para realizar a “reserva de matrícula”.

confira na íntegra o Edital 2026

Semana É Bom Saber aborda o tema Ecologia Integral

A Ecoescola Thomas a Kempis realizou no período de 30 de setembro a 03 de outubro de 2025 a Semana É Bom Saber. Um dos projetos pedagógicos interdisciplinares da Escola que acontece todos os anos sempre abordando temas atuais engrandecendo o conhecimento dos estudantes. Este ano o evento teve como tema: “Ecologia Integral cuidando da Casa Comum no contexto do Semiárido Brasileiro”.

Como os alunos estão na escola em tempo integral, a programação contemplou um turno por dia para a realização das apresentações. Iniciando na manhã de terça feira dia 30 e terminando na manhã de sexta feira dia 03. A cada dia as apresentações contemplavam uma área de estudos em humanas, linguagem, natureza e matemática.

Cada professor escolhe com seus alunos uma metodologia de apresentação, seja em roda de conversas, apresentações de experiências, palestras, enfim, uma diversidade de atrações que motivam a criatividades das turmas. Entre os exemplos está a roda de conversa do dia 30 de setembro promovida pela turma do 2º ano do Ensino Médio sobre o trabalho das organizações sociais em Pedro II nas ações voltadas as questões ambientais. Entidades como o Centro de Formação Mandacaru, Kolping e CERAC relataram para o público da escola os avanços construídos como o trabalho na educação ambiental da Ecoescola e  agricultura familiar na produção de alimentos agroecológicos. Abordaram também os desafios enfrentados a nível local e nacional como o desmatamento da Caatinga e o uso dos agrotóxicos pelo agronegócio.

Este é um evento que também promove intercâmbios. A programação do dia 02 de outubro teve algumas turmas de alunos da Escola Municipal de Tempo Integral Santa Ângela – EMTISA como uma das escolas convidadas a acompanharem as apresentações na Ecoescola.

 “A Semana É Bom Saber tem os estudantes como protagonistas principais, pois são eles que executam todas as apresentações, o professor está ali apenas para orientar e dar o suporte que eles precisam durante as apresentações”, disse o Diretor da Ecoescola, Rogério Alves. O evento promove ainda algo muito rico aos alunos, que é a oportunidade para eles falarem em público e apresentarem suas pesquisas, como foi o exemplo na apresentação do 9º ano no dia 02, onde eles trouxeram o processo de formação das nuvens, o ciclo das chuvas e o curso das águas no Semiárido Brasileiro.

A Semana É Bom Saber é evento de grandes aprendizagens, apresentações dos resultados de estudos, além de bons frutos que a Ecoescola colhe todos os anos.

Pedro II sedia Fórum de Justiça Climática do Semiárido Brasileiro

Com palestras, apresentação de experiências de adaptação e enfrentamento as mudanças climáticas, debates, mesas-redondas e incidência política para a promoção da justiça climática, foi realizado na cidade de Pedro II – PI nos dias 30 de junho e 01 de julho o Fórum de Justiça Climática do Semiárido Brasileiro. O evento integra as atividades do Programa Comunidades Resilientes, (CoRe) de iniciativa da Caritas Francesa em parceria com Articulação do Semiárido Brasileiro – ASA Brasil e o apoio da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD). O evento a colaboração também do Fórum Piauiense de Convivência com o Semiárido – FPCSA.

A abertura do evento aconteceu na tarde do dia 30 de junho na Ecoescola Thomas a Kempis e teve continuidade na terça feira, (01.07) no auditório do Instituto Federal do Piauí – IFPI campus Pedro II. Uma das mesas- redondas trouxe o depoimento de representantes das organizações do Peru e Colômbia. Teve relatos das boas práticas na produção de alimentos de maneira sustentável na floresta, como também teve a denuncia do avanço de grandes projetos na região o que vem impactando fortemente no desmatamento das florestas nesses países.

Em sua palestra “Prática para uma verdadeira Justiça Climática” o professor e Diretor Nonato Silva do IFPI, campus Pedro II disse: “Não haverá justiça climática, se os impostos desses grandes projetos não forem utilizados na promoção de uma melhor educação, saúde, saneamento e segurança dessas comunidades impactadas negativamente por esses grandes empreendimentos”.

Houve também o momento de fala do público participante do fórum. Algumas falas trouxeram também a denuncia de invasão de grandes projetos no Estado do Piauí, como a instalação de mineradoras, parques solares entre outros, o que vem promovendo uma grande destruição da caatinga, mata nativa do Semiárido Piauiense.  

O Fórum de Justiça Climática contou a participação de quase 90 pessoas de cinco países. Entre o público estavam estudantes, professores/as, representantes de povos originários, técnicos, autoridades políticas e representantes de organizações sociais.