Feira agroecológica de Pedro II celebra 6 anos

No clima de festa, café da manhã, muita gente presente e um bom forró pé de serra, a Feira Agroecológica dos Saberes e Sabores de Pedro II celebrou 06 anos na manhã desta terça feira, dia 08 de julho na praça do mutirão, local onde ela acontece semanalmente. 06 anos de fidelidade de um público que dar preferência a alimentação saudável para sua mesa.

A feira nasceu da necessidade de Pedro II ter um espaço reservado só para produtos agroecológicos e ao mesmo tempo promover a comercialização direta da família para o consumidor. Com a feira acontecendo semanalmente num local da cidade, iria unir o útil ao agradável, pois o povo pode comprar de forma direta o alimento saudável, ao mesmo tempo em que gera renda para as famílias agricultoras. A fórmula deu tão certa que hoje se celebra 06 anos desta iniciativa. Todas as famílias participantes da feira tem a assessoria do Centro de Formação Mandacaru.

Histórias de fidelidade e sucesso como dona Ana Lúcia e sua família da comunidade Palmeira dos Ferreiras que toda terça feira, está naquele espaço com uma diversidade de frutas, verduras e o tradicional beiju com coco, com qualidade única e cativante, pois quem compra uma vez, sempre volta na terça seguinte para comprar novamente. “Aqui a gente vende direto para o consumidor, com preço bom e volta pra casa com o dinheiro no bolso”, fala bem contente Ana Lúcia. As famílias que vendem na feira são cadastradas para garantir sempre uma feira com produtos saudáveis.

A Feira Agroecológica dos Saberes e Sabores de Pedro II tem a organização do Centro de Formação Mandacaru de Pedro II e realização das famílias agricultoras cadastradas que cultivam frutas, legumes e hortaliças em seus quintais agroecológicos. A feira tem o apoio e mobilização do Sindicato dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares de Pedro II e também a parceria da Matões FM, que colabora na divulgação.

Pedro II sedia Fórum de Justiça Climática do Semiárido Brasileiro

Com palestras, apresentação de experiências de adaptação e enfrentamento as mudanças climáticas, debates, mesas-redondas e incidência política para a promoção da justiça climática, foi realizado na cidade de Pedro II – PI nos dias 30 de junho e 01 de julho o Fórum de Justiça Climática do Semiárido Brasileiro. O evento integra as atividades do Programa Comunidades Resilientes, (CoRe) de iniciativa da Caritas Francesa em parceria com Articulação do Semiárido Brasileiro – ASA Brasil e o apoio da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD). O evento a colaboração também do Fórum Piauiense de Convivência com o Semiárido – FPCSA.

A abertura do evento aconteceu na tarde do dia 30 de junho na Ecoescola Thomas a Kempis e teve continuidade na terça feira, (01.07) no auditório do Instituto Federal do Piauí – IFPI campus Pedro II. Uma das mesas- redondas trouxe o depoimento de representantes das organizações do Peru e Colômbia. Teve relatos das boas práticas na produção de alimentos de maneira sustentável na floresta, como também teve a denuncia do avanço de grandes projetos na região o que vem impactando fortemente no desmatamento das florestas nesses países.

Em sua palestra “Prática para uma verdadeira Justiça Climática” o professor e Diretor Nonato Silva do IFPI, campus Pedro II disse: “Não haverá justiça climática, se os impostos desses grandes projetos não forem utilizados na promoção de uma melhor educação, saúde, saneamento e segurança dessas comunidades impactadas negativamente por esses grandes empreendimentos”.

Houve também o momento de fala do público participante do fórum. Algumas falas trouxeram também a denuncia de invasão de grandes projetos no Estado do Piauí, como a instalação de mineradoras, parques solares entre outros, o que vem promovendo uma grande destruição da caatinga, mata nativa do Semiárido Piauiense.  

O Fórum de Justiça Climática contou a participação de quase 90 pessoas de cinco países. Entre o público estavam estudantes, professores/as, representantes de povos originários, técnicos, autoridades políticas e representantes de organizações sociais.

Famílias agricultoras recebem intercâmbio nacional

Com as temáticas produção agroecológica e educação do campo, o Assentamento Salobro a 10 km de Pedro II e a Ecoescola Thomas a Kempis, localizada no sítio Revedor receberam no domingo dia 29 de junho uma delegação de agricultores/as, técnicos, líderes comunitários e representantes de organizações sociais de seis estados do Brasil, entre eles Amazonas, Paraná e Minas Gerais. O encontro integra a programação do intercâmbio em transição do Programa Comunidades Resilientes, (CoRe) com duração de três dias, incluindo ainda a visita a outras duas comunidades da região de Pedro II com o foco na resiliência e produção agroecológica destas comunidades.

No Assentamento Salobro, o público conheceu a história de Romero Souza, jovem de 23 anos que vive do campo, tira de lá seu sustento e dar um bom exemplo de produtor agroecológico. Com o apoio do Centro de Formação Mandacaru e a colaboração de seus pais, o jovem produz hortaliças e frutas que são comercializadas na feira agroecológica da cidade. Romero também vende os produtos de seu quintal para a merenda escolar do Estado. “Foi um dia de grandes aprendizados e alegria receber essas pessoas em nossa comunidade”, disse Elizeuda Sousa, líder comunitária local. A comunidade Salobro tem ainda outras riquezas como o artesanato e belas serras com mirantes.

Já na Ecoescola, os intercambistas conheceram o trabalho do Centro de Formação Mandacaru no apoio a agricultura familiar, escolas bíblicas, programa cisternas e o modelo de educação contextualizada desenvolvido pela escola infantil Asa Branca e Ecoescola Thomas a Kempis.

A atividade chamada Intercâmbio Territórios em Transição integra o Programa Comunidades Resilientes, (CoRe) de iniciativa da Caritas Francesa em parceria com Articulação do Semiárido Brasileiro – ASA Brasil e o apoio da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD).

CONTRATAÇÃO DE SERVIÇO TÉCNICO DE SISTEMATIZAÇÃO DE RESULTADOS DE PROJETO

O Centro de Formação Mandacaru publica Termo de Referência para contratação de serviço técnico especializado para realizar sistematização do projeto Viver e Conviver Gerando Vida e Resiliência na Paisagem do Alto Poti Piauí.

Prazo para inscrição: 30 de junho de 2025 até 17 de julho de 2025, até às 17h

Leia na íntegra do texto do Termo de Referência

Serviço social: Mães participam de curso de culinária

Foi realizado na última sexta feira, (06) um curso de culinária tendo como público as mamães das crianças atendidas pela Escola Infantil Asa Branca na região do bairro São Francisco. Uma ação que une escola e família no atendimento para além da sala de aula. A atividade faz parte das ações sociais desenvolvidas pela escola na região que envolve cinco bairros: São Francisco, Vila Kolping, Mutirão, Areia Branca e Engenho Novo. O evento ocorreu no espaço de alimentação da Asa Branca.

Nesta edição o curso teve como receitas e práticas o passo a passo para a produção de salgadinhos, alimento bem popular nas festinhas de aniversário das famílias. Os salgados funcionam bem também como fonte de renda para algumas famílias que produzem e vendem em eventos na cidade.

A monitora do curso foi Leydiane Gonçalves, integrante da equipe do setor bíblico do Mandacaru. Leyde tem vasta experiência no setor de culinária, tendo em vista que, antes de trabalhar no Mandacaru, ela atuou no setor de alimentação comercial.

Ao término do curso, os funcionários da escola Asa Branca puderam apreciar os deliciosos pasteis e coxinhas preparados pelas mães participantes do curso e agora chef de salgados;

As mães gostaram tanto do curso que já fizeram o pedido para uma segunda edição do evento de culinária para que elas possam aprender outras opções no preparo de alimentos, como por exemplo, pratos de comidas típicas para determinadas festas populares do ano, como as festa juninas.