A carta em defesa da democracia e também do sistema eleitoral brasileiro lançada semanas atrás pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo – USP, teve amplo apoio de diversos seguimentos da sociedade brasileira. Ela teve inclusive sua leitura coletiva realizada por vários artistas do País. Seguindo a opinião de várias organizações dos movimentos sociais o Centro de Formação Mandacaru também entrou no apoio a carta, por entender que o sistema democrático do Brasil é eficiente, resguarda os direitos constitucionais da população e fortalece os poderes da República, o Executivo, o Legislativo e o Judiciário, todos independentes, autônomos e com o compromisso de respeitar e zelar pela observância do pacto maior, a Constituição Federal.
A carta teve amplo apoio no País atingindo mais de um milhão de assinaturas em poucos dias em que esteve disponível para a manifestação da população. Ela teve a coleta de assinatura em apoio suspensas na última segunda feira, (15.08) em obediência ao início oficial da campanha eleitoral ocorrido nesta terça feira dia 16.
Pedro II acolheu com muita animação na manhã desta sexta feira, (08) a Cruz da Romaria que está em peregrinação na Diocese de Parnaíba. Ela passará por todas as paróquias até chegar em Piripiri, cidade que sediará a 15ª Romaria da Terra e da Água nos dias 16 e 17 de julho. Eram 08:25 hs da manhã, quando a cruz chegou a Pedro II. Um animado grupo já estava a espera na entrada da cidade. Entre os grupos de acolhida estavam o Centro de Formação Mandacaru, O CERAC, a Fundação Santa Ângela entre outros colaboradores na realização da 15ª Romaria. O evento deve receber milhares de fieis e romeiros de todas as Dioceses do Piauí.
A acolhida da Cruz ocorreu no bairro Campestre, onde estavam presentes os movimentos sociais, pastorais e grupos de oração da Paróquia de Nossa Senhora a Conceição – Pedro II. A Cruz seguiu em peregrinação por algumas ruas no centro da cidade até chegar na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, onde foi celebrada a Santa Missa de acolhida.
A Cruz da Romaria permanece na Matriz até as 08 hs da manhã deste sábado, (09) onde segue para a Paróquia de São José Operário, também em Pedro II.
O Centro de Formação Mandacaru de Pedro II se solidariza com a família e amigos de Drª. Martha Tähnrich por ocasião de sua partida para a vida celestial ocorrida neste domingo dia 03/07 em sua residência no centro de Pedro II. Uma pessoa que deixou uma grande contribuição a toda a população de Pedro II nos campos de vida humanitária, saúde e vida religiosa.
Martha deixa saudades, assim como um grande legado de exemplo de vida missionária, quando saiu de sua terra natal na Alemanha para se dedicar aos mais necessitados.
Por esse e tantos outros gestos de humanidade deixamos aqui nossa homenagem e agradecimentos por tudo que Drª. Martha Tähnrich contribuiu durante sua vida.
O Centro de Estudo Bíblicos – CEBI realizou na Ecoescola Thomas a Kempis, durante os dias 24, 25 e 26 de junho seu Seminário Estadual que contou com a presença de coordenações bíblicas de várias regiões do Piauí como Piripiri, Parnaíba, Matias Olímpio, Esperantina, Teresina, Pedro II, Santa Rosa, Milton Brandão e Porto Alegre de Piauí. O evento teve a organização do Centro de Formação Mandacaru através do setor das escolas bíblicas. Esse é o segundo evento presencial do CEBI Piauí após dois anos. Mesmo assim vários cuidados com a pandemia foram tomados, inclusive o uso obrigatório de máscaras pelos participantes durante todo o evento.
Este ano o seminário trouxe dois temas para debate. O primeiro deles foi sobre os grandes projetos que estão impactando o Estado do Piauí, como a mineração e as grandes usinas eólicas. Foi aberto o debate sobre o quanto esses grandes projetos irão atingir a vidas dos povos no Estado.
Na tarde do sábado foi feita a discussão sobre a sinodalidade, por uma igreja da escuta. O objetivo do sínodo que acontecerá em outubro de 2023, no Vaticano, em Roma. Esse momento foi coordenado por Ana Café do Cebi Teresina. A busca por uma Igreja sinodal é um sonho que o papa Francisco vem querendo tornar realidade a partir de uma Igreja em saída, ao encontro de todas as pessoas em cada espaço em que se encontrem na sua realidade de vida, de modo especial que vive a margem da sociedade, nas periferias.
A outra temática do evento foi sobre a atual conjuntura política do Brasil, onde o Kelson França, Coordenador Estadual do CEBI fez uma apresentação trazendo alguns projetos de lei, como a PEC 191 que autoriza mineração em terras indígenas. Apresentou também dados de impactos ambientais como o desmatamento das florestas e o aumento na liberação do uso de novos agrotóxicos no Brasil. Ações de um de modelo de política do atual Governo Federal.
Em todos esses momentos de apresentações, eram realizados trabalhos de grupo para que os participantes pudesse trazer, estudar e debater textos bíblicos que abordam a vida, os desafios e a violação de direitos dos povos nos tempos de Jesus. Um evento que trouxe um estudo bíblico alinhado com as bandeiras de lutas dos povos nos dias atuais.
O Centro de Formação Mandacaru tem dentro de sua missão a convivência com o Semiárido, e essa convivência passa necessariamente pela educação ambiental e formal, pela produção agroecológica, pela as ações de sustentabilidade, pelo bem viver, além de outros temas e campos. Um exemplo bem prático vem da família de seu Antonio José da comunidade São João, uma família que já teve seus filhos estudando na Ecoescola Thomas a Kempis e hoje colhe bons frutos. Lá, em sua propriedade, a família cultiva batata doce há alguns anos. Uma atividade que tem trazido uma alimentação saudável, já que a batata doce está entre as leguminosas mais completas em nutrientes para o corpo humano, além de sua produção ser 100% agroecológica.
Em plena colheita nesse período que vai de maio até julho, o agricultor Antonio José relata com grande alegria a produção de 2022. Conta que esse ano tem uma das maiores colheitas já registrada na propriedade da família. “O inverno esse ano foi bom, o que facilitou nossa produção ser uma das maiores aqui”, afirma o agricultor. Com a venda de batatas, a família estar conseguindo uma boa renda financeira. Antonio José disse bem animado que já colheu esse ano mais de 400 quilos de batata doce. O que para a agricultura familiar é de fato uma quantidade grande para alimentar a família, por isso é possível vender o excedente.
Um outro dado importante com a produção de batata doce que a família cultiva é a possibilidade real de outras famílias da comunidade e região terem acesso a um produto saudável para sua alimentação. Por exemplo, a merenda para os alunos da Ecoescola desta quinta feira, (23) foi batata doce adquirida da produção na família da comunidade São João que um dia teve seus filhos estudando nessa unidade escolar.
A família de Antonio José traz também um exemplo bem prático e já trabalhado pela equipe do Centro Mandacaru, que é no tocante a segurança alimentar. Se a família produz de forma agroecológica a diversidade de frutas e legumes disponíveis dentro do seu quintal, estará gerando ali uma alimentação saudável, sustentável, produzindo soberania alimentar e em muitos casos a geração de renda familiar.