Pedro II sedia Fórum de Justiça Climática do Semiárido Brasileiro

Com palestras, apresentação de experiências de adaptação e enfrentamento as mudanças climáticas, debates, mesas-redondas e incidência política para a promoção da justiça climática, foi realizado na cidade de Pedro II – PI nos dias 30 de junho e 01 de julho o Fórum de Justiça Climática do Semiárido Brasileiro. O evento integra as atividades do Programa Comunidades Resilientes, (CoRe) de iniciativa da Caritas Francesa em parceria com Articulação do Semiárido Brasileiro – ASA Brasil e o apoio da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD). O evento a colaboração também do Fórum Piauiense de Convivência com o Semiárido – FPCSA.

A abertura do evento aconteceu na tarde do dia 30 de junho na Ecoescola Thomas a Kempis e teve continuidade na terça feira, (01.07) no auditório do Instituto Federal do Piauí – IFPI campus Pedro II. Uma das mesas- redondas trouxe o depoimento de representantes das organizações do Peru e Colômbia. Teve relatos das boas práticas na produção de alimentos de maneira sustentável na floresta, como também teve a denuncia do avanço de grandes projetos na região o que vem impactando fortemente no desmatamento das florestas nesses países.

Em sua palestra “Prática para uma verdadeira Justiça Climática” o professor e Diretor Nonato Silva do IFPI, campus Pedro II disse: “Não haverá justiça climática, se os impostos desses grandes projetos não forem utilizados na promoção de uma melhor educação, saúde, saneamento e segurança dessas comunidades impactadas negativamente por esses grandes empreendimentos”.

Houve também o momento de fala do público participante do fórum. Algumas falas trouxeram também a denuncia de invasão de grandes projetos no Estado do Piauí, como a instalação de mineradoras, parques solares entre outros, o que vem promovendo uma grande destruição da caatinga, mata nativa do Semiárido Piauiense.  

O Fórum de Justiça Climática contou a participação de quase 90 pessoas de cinco países. Entre o público estavam estudantes, professores/as, representantes de povos originários, técnicos, autoridades políticas e representantes de organizações sociais.

Famílias agricultoras recebem intercâmbio nacional

Com as temáticas produção agroecológica e educação do campo, o Assentamento Salobro a 10 km de Pedro II e a Ecoescola Thomas a Kempis, localizada no sítio Revedor receberam no domingo dia 29 de junho uma delegação de agricultores/as, técnicos, líderes comunitários e representantes de organizações sociais de seis estados do Brasil, entre eles Amazonas, Paraná e Minas Gerais. O encontro integra a programação do intercâmbio em transição do Programa Comunidades Resilientes, (CoRe) com duração de três dias, incluindo ainda a visita a outras duas comunidades da região de Pedro II com o foco na resiliência e produção agroecológica destas comunidades.

No Assentamento Salobro, o público conheceu a história de Romero Souza, jovem de 23 anos que vive do campo, tira de lá seu sustento e dar um bom exemplo de produtor agroecológico. Com o apoio do Centro de Formação Mandacaru e a colaboração de seus pais, o jovem produz hortaliças e frutas que são comercializadas na feira agroecológica da cidade. Romero também vende os produtos de seu quintal para a merenda escolar do Estado. “Foi um dia de grandes aprendizados e alegria receber essas pessoas em nossa comunidade”, disse Elizeuda Sousa, líder comunitária local. A comunidade Salobro tem ainda outras riquezas como o artesanato e belas serras com mirantes.

Já na Ecoescola, os intercambistas conheceram o trabalho do Centro de Formação Mandacaru no apoio a agricultura familiar, escolas bíblicas, programa cisternas e o modelo de educação contextualizada desenvolvido pela escola infantil Asa Branca e Ecoescola Thomas a Kempis.

A atividade chamada Intercâmbio Territórios em Transição integra o Programa Comunidades Resilientes, (CoRe) de iniciativa da Caritas Francesa em parceria com Articulação do Semiárido Brasileiro – ASA Brasil e o apoio da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD).

Serviço social: Mães participam de curso de culinária

Foi realizado na última sexta feira, (06) um curso de culinária tendo como público as mamães das crianças atendidas pela Escola Infantil Asa Branca na região do bairro São Francisco. Uma ação que une escola e família no atendimento para além da sala de aula. A atividade faz parte das ações sociais desenvolvidas pela escola na região que envolve cinco bairros: São Francisco, Vila Kolping, Mutirão, Areia Branca e Engenho Novo. O evento ocorreu no espaço de alimentação da Asa Branca.

Nesta edição o curso teve como receitas e práticas o passo a passo para a produção de salgadinhos, alimento bem popular nas festinhas de aniversário das famílias. Os salgados funcionam bem também como fonte de renda para algumas famílias que produzem e vendem em eventos na cidade.

A monitora do curso foi Leydiane Gonçalves, integrante da equipe do setor bíblico do Mandacaru. Leyde tem vasta experiência no setor de culinária, tendo em vista que, antes de trabalhar no Mandacaru, ela atuou no setor de alimentação comercial.

Ao término do curso, os funcionários da escola Asa Branca puderam apreciar os deliciosos pasteis e coxinhas preparados pelas mães participantes do curso e agora chef de salgados;

As mães gostaram tanto do curso que já fizeram o pedido para uma segunda edição do evento de culinária para que elas possam aprender outras opções no preparo de alimentos, como por exemplo, pratos de comidas típicas para determinadas festas populares do ano, como as festa juninas.

II Encontro de Juventude debate a permanência do jovem no campo

Foi realizado nos dias 30 e 31 de janeiro o II Encontro de Juventude da Paisagem do Alto Poti, evento fruto das atividades do projeto do Fundo Ecos do Instituto Sociedade, População e Natureza – ISPN em desenvolvimento na paisagem do Alto Poti envolvendo três municípios, Pedro II, Milton Brandão e Juazeiro do Piauí. O projeto atende diretamente 10 organizações comunitárias e inclui uma série de atividades na assessoria e fortalecimento comunitário e institucional, tendo como foco central a convivência e proteção da passagem do Alto Poti.

O encontro da juventude contou com a presença de 60 jovens e teve sua realização na Ecoescola Thomas a Kempis, tendo como principal objetivo contribuir com o fortalecimento das organizações comunitárias e a permanência dos jovens no campo a partir do seu protagonismo. A programação incluiu palestras, jogos, gincana cultural e visita de campo.

O grupo foi conhecer de perto a experiência do jovem Romero Sousa que além de participante do evento é agricultor agroecológico residente no Assentamento Salobro a 10 km de Pedro II, onde reside com seus pais e um irmão.

Romero Sousa tem 23 anos e produz hortaliças e legumes saudáveis que são vendidos na feira agroecológica da cidade realizada uma vez por semana. Atualmente ele vende os produtos também para a merenda escolar do Estado do Piauí. Romero e sua família tem no quintal agroecológico sua principal fonte de renda.

Na visita de campo, houve ainda a palestra do jovem Manoel da comunidade Tucuns dos Pedros, produtor de mel e o depoimento dos jovens lideres, Aline Rodrigues de 23 anos, atual presidente da associação comunitária Tapera dos Vital e Natan Gomes, coordenador do projeto em sua comunidade Descoberta – Milton Brandão, financiado pelo Fundo Ecos do ISPN. Quatro histórias, quatro exemplos de jovens lideranças em suas comunidades.

O II Encontro de Juventude da Paisagem do Alto Poti foi realizado pelo Centro de Formação Mandacaru e integra as atividades do Projeto Viver e Conviver, gerando vida e resiliência na paisagem do Alto Poti financiado pelo Programa Fundo Ecos do Instituto Sociedade População e Natureza – ISPN com o apoio do GEF – Fundo Global para o Meio Ambiente.

Profetas e profetisas se encontram e relatam observações na Natureza

Foi realizado na manhã desta segunda feira, dia 06 de janeiro o XVII Encontro dos Profetas e Profetisas da Chuva de Pedro II, evento que tem a organização do Centro de Formação Mandacaru de Pedro II e o apoio da Matões FM. Este ano o encontro aconteceu no plenário da Câmara de Vereadores de Pedro II e contou com a presença de 13 profetas e uma profetisa. Estiveram no evento como convidados, cinco vereadores, além de radialistas, jornalistas, populares e a professora Ivanilda Amaral, socióloga e parceira do movimento dos profetas.

Todo o encontro foi transmitido ao vivo pela Matões FM e também na página do facebook da Ecoescola Thomas a Kempis. Em breve, o vídeo também será disponibilizado na página do youtube da Ecoescola.

Durante duas horas e meia de evento, essas sábias pessoas relataram suas observações sobre os sinais da natureza que traduz a previsão de chuvas para esta região. Cada uma trazia relatos diferentes, inclusive sobre o período chuvoso para os próximos quatro meses. Alguns disseram ser um ano difícil para a produção de alimentos na agricultura familiar, por conta de vir pouca chuva neste período, Porém, a grande maioria afirmou observar que os sinais da natureza indicam um bom tempo para chuvas. “A chuva está atrasada, pois já estamos em janeiro, mas virá logo,” dizia o profeta Zé Fernando. Outro profeta com observação positiva foi Silvestre Militão da comunidade Mangabeira: “Este ano será regido por Júpiter, um planeta bom, por isso estou acreditando que teremos um bom inverno e criador também”, dizia o profeta. Outro sábio profeta afirmou: “Nós somos aprendizes, porque quem sabe das coisas mesmo é Deus, só Ele pode dizer como serão os tempos, apenas observamos e fazemos nossas previsões.” Dizia seu José Inácio da comunidade Cachoeira Grande – CE. Aliás, todos eles sempre costumam mencionar a frase: “Quem sabe mesmo de todas as coisas é Deus, nós apenas observamos os tempos”.

Desde a realização do primeiro Encontro dos Profetas da Chuva que Adeodata dos Anjos, antropóloga e integrante do Centro de Formação Mandacaru tem afirmado em suas falas que: “Nosso principal objetivo não é saber quem entre essas sábias pessoas, acerta ou erra mais e sim, realizamos o evento com o principal objetivo de valorizar e dar visibilidade ao conhecimento, sabedoria e a valiosa percepção dessas pessoas de observar a natureza e os astros. Uma sabedoria popular passada de geração para geração.

A escolha da data para a realização do Encontro dos Profetas e Profetisas da Chuva este ano, (Dia 06 de janeiro), não foi por acaso. Este é o primeiro ano em que Pedro II celebra o Dia Municipal dos Profetas e Profetisas da Chuva. Lei aprovada pelo município em setembro de 2024. Por isso, teve toda uma celebração realizar o evento nesta data e justo na Câmara de Vereadores, Casa que aprovou a lei.