Encontro Territorial traz a temática Educação Contextualizada do campo

O Centro de Formação Mandacaru de Pedro II reuniu nesta sexta feira dia 31, no auditório Paulo Freire na Ecoescola Thomas a Kempis, mais de 50 pessoas incluindo merendeiras, vigias, diretores/as e professores/as de escolas dos municípios de Brasileira, localizada a 60 km de Pedro II e Cocal de Telha, município que também está situado na região norte do Piauí. O evento abre as várias atividades que integram a execução do Projeto Cisternas nas Escolas da ASA Brasil e que o Mandacaru está atuando nesses municípios.

O tema principal deste encontro territorial é a temática educação contextualizada no campo, afinal as cisternas serão construídas em escolas rurais, ou seja, no interior desses municípios. Entre os temas apresentados no encontro, estiveram as sementes nativas quando plantadas em terras férteis produzem bons frutos, reflexão trazida pelo setor bíblico do Mandacaru durante a mística de abertura do evento. Welington Carvalho, assessor no Mandacaru, trouxe na primeira palestra do dia, cujo tema foi: A cisterna na escola acumula água e sabedoria no campo.  

No segundo momento do dia, a professora Jaqueline de Sousa abordou a Educação Contextualizada na prática, seus desafios, objetivos e resultados a serem alcançados. Durante o dia foram apresentados também as linhas de ação desenvolvidas na Ecoescola Thomas a Kempis, sua proposta pedagógica e sua trajetória como escola de tempo integral focando a vida sustentável no Semiárido Brasileiro.

O projeto Cisternas nas Escolas tem como objetivo levar água para as escolas rurais do Semiárido Brasileiro, utilizando a cisterna de 52 mil litros como tecnologia social para armazenamento da água da chuva. Uma ação desenvolvida pela Articulação do Semiárido Brasileiro – ASA Brasil com o apoio do Governo Federal através do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate a Fome – MDS.

Feira promove as Mulheres Empreendedoras

Uma das atividades que a Escola Infantil Asa Branca do Centro de Formação Mandacaru realiza durante o ano e que tem como principais participantes as mães de alunos da escola é a Feira da Mulher Empreendedora. Um evento que tem como objetivo motivar, divulgar e gerar renda para as mulheres talentosas do bairro São Francisco e bairros vizinhos. Porém a feira não é somente para as famílias atendidas pela Escola Infantil Asa Branca, ela recebe várias mulheres do bairro que trazem seus produtos para venda na feira.

São produtos que vão desde salgados, artesanatos, artigos de beleza e de limpeza. Exemplos como a empreendedora e mãe de aluno na Escola Asa Branca, a talentosa Joyce participante da feira que vende sabão caseiro que ela produz em casa. “Eu Estou muito feliz de fazer parte desta feira, tanto que esse é o terceiro ano seguido que participo”. Afirma toda contente a empreendedora Joyce.

A feira da Mulher Empreendedora acontece uma vez por ano, sempre no mês de outubro. Este ano, a feira completou cinco anos de sua realização e aconteceu na tarde do dia 24 de outubro na Praça Monsenhor Lotário Werber em Pedro II – PI.

Inclusão no campo escolar: Psicopedagoga destaca a importância de entender e compreender para incluir

“Todos/as nós temos diferenças, mas não somos diferentes, por isso a importância de compreender essas diferenças”. Essa foi uma das colocações que a Psicopedagoga Juta Cristina fez durante sua palestra para a equipe de funcionários do Mandacaru que trabalha na Ecoescola Thomas a Kempis, cujo o tema foi Inclusão. A palestra aconteceu durante toda a manhã de segunda feira dia 27 de outubro. A roda de conversa como a professora mesmo gosta de dizer foi realizada no auditório Paulo Freire na Ecoescola.

A cada dia e com mais frequência as escolas tem acolhido crianças e adolescentes com transtornos do neuro desenvolvimento. Daí a importância de compreender essas diferenças, para uma melhor inclusão e acolhida no espaço escolar. O treinamento e formação dos profissionais que atuam nesses espaços é fundamental para melhor conhecer, cuidar e melhor acompanhar.

A palestra da professora Juta Cristina trouxe essa e outras questões, inclusive a orientação para que temas relevantes como esses sejam sempre pautas entre educadores e gestão das escolas. A psicopedagoga lembrou também que os monitores, professores/as precisam dialogar, sensibilizar e orientar todas as crianças e adolescentes nas escolas. “Todas as pessoas tem direitos que precisam ser respeitados”, reforçou Juta Cristina.

A palestra Inclusão e outras formações que o Mandacaru vem realizando no seu espaço de trabalho, integram o Programa de Proteção Infantil – PPI trabalhado pela Entidade.

Semana É Bom Saber aborda o tema Ecologia Integral

A Ecoescola Thomas a Kempis realizou no período de 30 de setembro a 03 de outubro de 2025 a Semana É Bom Saber. Um dos projetos pedagógicos interdisciplinares da Escola que acontece todos os anos sempre abordando temas atuais engrandecendo o conhecimento dos estudantes. Este ano o evento teve como tema: “Ecologia Integral cuidando da Casa Comum no contexto do Semiárido Brasileiro”.

Como os alunos estão na escola em tempo integral, a programação contemplou um turno por dia para a realização das apresentações. Iniciando na manhã de terça feira dia 30 e terminando na manhã de sexta feira dia 03. A cada dia as apresentações contemplavam uma área de estudos em humanas, linguagem, natureza e matemática.

Cada professor escolhe com seus alunos uma metodologia de apresentação, seja em roda de conversas, apresentações de experiências, palestras, enfim, uma diversidade de atrações que motivam a criatividades das turmas. Entre os exemplos está a roda de conversa do dia 30 de setembro promovida pela turma do 2º ano do Ensino Médio sobre o trabalho das organizações sociais em Pedro II nas ações voltadas as questões ambientais. Entidades como o Centro de Formação Mandacaru, Kolping e CERAC relataram para o público da escola os avanços construídos como o trabalho na educação ambiental da Ecoescola e  agricultura familiar na produção de alimentos agroecológicos. Abordaram também os desafios enfrentados a nível local e nacional como o desmatamento da Caatinga e o uso dos agrotóxicos pelo agronegócio.

Este é um evento que também promove intercâmbios. A programação do dia 02 de outubro teve algumas turmas de alunos da Escola Municipal de Tempo Integral Santa Ângela – EMTISA como uma das escolas convidadas a acompanharem as apresentações na Ecoescola.

 “A Semana É Bom Saber tem os estudantes como protagonistas principais, pois são eles que executam todas as apresentações, o professor está ali apenas para orientar e dar o suporte que eles precisam durante as apresentações”, disse o Diretor da Ecoescola, Rogério Alves. O evento promove ainda algo muito rico aos alunos, que é a oportunidade para eles falarem em público e apresentarem suas pesquisas, como foi o exemplo na apresentação do 9º ano no dia 02, onde eles trouxeram o processo de formação das nuvens, o ciclo das chuvas e o curso das águas no Semiárido Brasileiro.

A Semana É Bom Saber é evento de grandes aprendizagens, apresentações dos resultados de estudos, além de bons frutos que a Ecoescola colhe todos os anos.

Casas de Farinha trazem alegria para as comunidades

Após quase dois anos de muitas atividades, cursos, intercâmbios e a valiosa contribuição da comunidade na contra partida nos trabalhos voluntários durante a construção de sua casa de farinha, os motores, ou melhor, as máquinas começaram a roncar pela primeira vez na manhã deste sábado dia 06 de setembro, durante a realização da oficina de treinamento para a produção de goma e farinha de mandioca, a tradicional e famosa farinhada. O evento aconteceu no Assentamento Salobro, a 10 km de Pedro II, durante todo o dia sábado e contou com a presença de pessoas de mais outras duas comunidades, Pedra Branca e Palmeira dos Ferreiras que também tem casas de farinha em seus projetos.

Estas ações integram o plano de trabalho de 11 projetos na paisagem do Alto Poti apoiados pelo Fundo Ecos com assessoria do Centro de Formação Mandacaru. Dessas, seis comunidades tem em seu plano de ação as casa de farinhas, o que vai qualificar o beneficiamento da mandioca, como a goma e a farinha.

Para Elizeuda Sousa, líder comunitária, esse é um momento de realização do sonho de sua comunidade Salobro, pois ver a casa de farinha equipada e com todas as máquinas funcionando traz um sentimento de alegria muito grande para todos.

Transformações sociais que integram o Projeto Viver e Conviver, gerando vida e resiliência na paisagem do alto Poti financiado pelo Programa Fundo Ecos do Instituto Sociedade População e Natureza – ISPN e com o apoio do GEF – Fundo Global para o Meio Ambiente.