Profetas e profetisas se encontram e relatam observações na Natureza

Foi realizado na manhã desta segunda feira, dia 06 de janeiro o XVII Encontro dos Profetas e Profetisas da Chuva de Pedro II, evento que tem a organização do Centro de Formação Mandacaru de Pedro II e o apoio da Matões FM. Este ano o encontro aconteceu no plenário da Câmara de Vereadores de Pedro II e contou com a presença de 13 profetas e uma profetisa. Estiveram no evento como convidados, cinco vereadores, além de radialistas, jornalistas, populares e a professora Ivanilda Amaral, socióloga e parceira do movimento dos profetas.

Todo o encontro foi transmitido ao vivo pela Matões FM e também na página do facebook da Ecoescola Thomas a Kempis. Em breve, o vídeo também será disponibilizado na página do youtube da Ecoescola.

Durante duas horas e meia de evento, essas sábias pessoas relataram suas observações sobre os sinais da natureza que traduz a previsão de chuvas para esta região. Cada uma trazia relatos diferentes, inclusive sobre o período chuvoso para os próximos quatro meses. Alguns disseram ser um ano difícil para a produção de alimentos na agricultura familiar, por conta de vir pouca chuva neste período, Porém, a grande maioria afirmou observar que os sinais da natureza indicam um bom tempo para chuvas. “A chuva está atrasada, pois já estamos em janeiro, mas virá logo,” dizia o profeta Zé Fernando. Outro profeta com observação positiva foi Silvestre Militão da comunidade Mangabeira: “Este ano será regido por Júpiter, um planeta bom, por isso estou acreditando que teremos um bom inverno e criador também”, dizia o profeta. Outro sábio profeta afirmou: “Nós somos aprendizes, porque quem sabe das coisas mesmo é Deus, só Ele pode dizer como serão os tempos, apenas observamos e fazemos nossas previsões.” Dizia seu José Inácio da comunidade Cachoeira Grande – CE. Aliás, todos eles sempre costumam mencionar a frase: “Quem sabe mesmo de todas as coisas é Deus, nós apenas observamos os tempos”.

Desde a realização do primeiro Encontro dos Profetas da Chuva que Adeodata dos Anjos, antropóloga e integrante do Centro de Formação Mandacaru tem afirmado em suas falas que: “Nosso principal objetivo não é saber quem entre essas sábias pessoas, acerta ou erra mais e sim, realizamos o evento com o principal objetivo de valorizar e dar visibilidade ao conhecimento, sabedoria e a valiosa percepção dessas pessoas de observar a natureza e os astros. Uma sabedoria popular passada de geração para geração.

A escolha da data para a realização do Encontro dos Profetas e Profetisas da Chuva este ano, (Dia 06 de janeiro), não foi por acaso. Este é o primeiro ano em que Pedro II celebra o Dia Municipal dos Profetas e Profetisas da Chuva. Lei aprovada pelo município em setembro de 2024. Por isso, teve toda uma celebração realizar o evento nesta data e justo na Câmara de Vereadores, Casa que aprovou a lei.

Mulheres participam de feira que valoriza seus talentos e seu Empreendedorismo

A Escola Infantil Asa Branca realizou na tarde e início de noite da última sexta feira dia 25, a Feira da Mulher Empreendedora do Bairro São Francisco, evento ocorrido na Praça Monsenhor Lotário. Uma ação que faz parte do calendário de atividades da Escola Asa Branca, envolvendo as famílias atendidas na região da grande vila, principalmente a participação das mães de alunos da escola. A feira reúne mulheres do bairro São Francisco e também bairros vizinhos que tem talentos na culinária, artesanato, cultura, beleza, artes plásticas entre outras habilidades. A ideia da feira é divulgar e valorizar o talento dessas mulheres no bairro ou comunidade.

A feira contou principalmente com produtos de artesanatos, onde foi possível perceber a beleza e qualidade desses produtos. No espaço, foi possível também perceber que a banca de maior sucesso foi a de culinária. Cremes e bolos foram todos vendidos num curto espaço de tempo.

“Elas são talentosas e tem produtos deliciosos, bonitos e de excelente qualidade. Algumas dessas mulheres tem nesse trabalho uma geração de renda extra em casa, o que ajuda sua família”. Disse Valmir Soares, Coordenador da Escola Infantil Asa Branca.

Já são quatro anos de realização da feira que valoriza o talento dessas pessoas e traz motivação para o emponderamento e protagonismos de mulheres talentosas, por isso Feira das Mulheres Empreendedoras do bairro São Francisco.

Mandacaru realiza Encontro do Programa Cisternas

Iniciado na manhã de quinta feira, (24) e seguindo até sexta (26) na Ecoescola Thomas a Kempis, o Encontro Microrregional do Programa Cisternas executado neste território pelo Centro de Formação Mandacaru de Pedro II. O evento integra o calendário de ações do programa e tem como objetivo fazer uma avaliação dos trabalhos em execução na construção de 775 cisternas de primeira água nos municípios de Pedro II, Capitão de Campos e Jatobá do Piauí. Além da equipe técnica responsável pelos trabalhos, participam deste encontro, representantes das comissões municipais destes municípios, convidados e algumas famílias beneficiárias do programa nesta etapa.

Na primeira parte do encontro foram abordadas as ações essenciais para a segurança hídrica sustentável junto as famílias do Semiárido, como também a produção de alimentos saudáveis para garantir uma segurança alimentar justa para as essas famílias.

O segundo dia do encontro microrregional foi dedicado para a avalição dos trabalhos, tendo como base duas perguntas: O que foi promissor, que conseguiu êxito na execução do programa nesta etapa e o que foi desafiador neste processo.

O programa Cisternas para Todos é financiado pelo Governo Federal através do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate Fome – MDS e executado pela Rede ASA Brasil através das organizações sociais sem fins lucrativos que atuam no Semiárido Brasileiro.

Ecoescola traz o tema Cultura Popular para a Semana É Bom Saber

Aberta na manhã desta segunda feira, (23) e seguindo até quinta dia 26, o projeto pedagógico da Ecoescola Thomas a Kempis chamado “Semana é Bom Saber”. Este ano o projeto traz como tema central a Cultura Popular de Pedro II: Arte, Identidade e Resistência. Todos os dias haverá apresentações de pesquisas, resultado de estudos e entrevistas em vídeos. Resultado de atividades em que os alunos realizaram nas comunidades em semanas que antecederam este evento. A cada dia há apresentações nas áreas específicas, por exemplo, na segunda feira a tarde foi na área de Linguagens, na terça pela manhã foi a área de Matemática, na quarta manhã e tarde na área de Humanas e na quinta a tarde na área de Natureza. Cada turma responsável pela realização dos trabalhos tem o acompanhamento de dois professores daquela área específica.

A abertura do projeto pedagógico aconteceu no auditório Paulo Freire. Na oportunidade a professora e Coordenadora da Ecoescola Thomas a Kempis, Jaqueline de Sousa proferiu a palestra,  “A Identidade de um povo”. A tarde teve início as apresentações com destaque para a comunidade Salobro, a 10 km de Pedro II. A comunidade, além de ter uma forte atividade e talento no artesanato, tem também vaqueiros, um dos temas exposto na primeira tarde de apresentações.

O que se percebe durante a Semana é Bom Saber é um grande impacto positivo nos estudos dos alunos. Isso porque há uma participação coletiva nas atividades, eles exercitam o ato de se apresentarem em publico, além de terem a oportunidade de saírem da escola e conversarem com pessoas que desenvolvem atividades culturais nas comunidades, gerando ali as pesquisas e as informações que eles precisam coletar para seu estudo, ou seja, uma aula de campo de grande valia para seu conhecimento e aprendizagem da vida também.

A Semana é Bom Saber acontece a cada ano dentro da programação da proposta pedagógica da Ecoescola. É um momento forte, de conhecimento e bons resultados nos estudos dos alunos desta instituição de ensino. Como mencionado acima, o evento segue até quinta feira dia 26.

Organizações sociais de Pedro II realizam ato pelo Dia dos Excluídos

Foi realizado em Pedro II na manhã da última sexta feira dia 06, o ato pelo Dia dos Excluídos, evento que contou com a participação de professores/as, representantes de organizações sociais, como o Centro de Formação Mandacaru, a Fundação Santa Ângela, o CERAC , o Sindicato dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares de Pedro II e estudantes da Ecoescola Thomas a Kempis e Escola Família Agrícola Santa Ângela – EFASA.  

A concentração inicial do Grito dos Excluídos ocorreu na Praça da Matriz, onde também teve a mística de abertura do evento, músicas ao vivo e o depoimento de algumas pessoas lembrando as situações em que muitos cidadãos/ãs  são excluídas da sociedade nos dias atuais. Estudantes também trouxeram relatos e denuncias de agressões sofridas pela Mãe Terra, como desmatamentos, uso indiscriminado de agrotóxicos, poluição nos rios, entre outras.

Após as apresentações na Praça da Matriz, deu-se início uma caminhada com cartazes, sistemas de sons e apresentações em narrativas e poesias, passando pelas principais ruas do centro de Pedro II. A caminhada seguiu até a Praça da Bonelle, onde os participantes formaram uma grande corrente de mãos dadas, simbolizando a união dos povos em defesa dos mais pobres. Ato que também finalizou a caminhada pelo Dia das pessoas excluídas.

Foi um evento bonito, que contou com a presença de pessoas de diferentes idades, onde sua grande maioria eram jovens. Todos/as ali traziam uma gritante e séria mensagem de que todas as vidas importam, que precisam ser defendidas e protegidas.

Este ano, os movimentos sociais do Brasil celebram 30 anos do Grito dos Excluídos, a vida em primeiro lugar. O ato que faz ecoar a voz em defesa vida das pessoas excluídas, cidadãos e cidadãs que vivem na margem da sociedade, que na sua grande maioria é invisível aos olhos do desenvolvimento do País.