CEBI Piauí realiza evento estadual em Pedro II

Foto: Neto Santos

O Centro de Estudo Bíblicos – CEBI realizou na Ecoescola Thomas a Kempis, durante os dias 24, 25 e 26 de junho seu Seminário Estadual que contou com a presença de coordenações bíblicas de várias regiões do Piauí como Piripiri, Parnaíba, Matias Olímpio, Esperantina, Teresina, Pedro II, Santa Rosa, Milton Brandão e Porto Alegre de Piauí. O evento teve a organização do Centro de Formação Mandacaru através do setor das escolas bíblicas. Esse é o segundo evento presencial do CEBI Piauí após dois anos. Mesmo assim vários cuidados com a pandemia foram tomados, inclusive o uso obrigatório de máscaras pelos participantes durante todo o evento.

Este ano o seminário trouxe dois temas para debate. O primeiro deles foi sobre os grandes projetos que estão impactando o Estado do Piauí, como a mineração e as grandes usinas eólicas. Foi aberto o debate sobre o quanto esses grandes projetos irão atingir a vidas dos povos no Estado.

Na tarde do sábado foi feita a discussão sobre a sinodalidade, por uma igreja da escuta. O objetivo do sínodo que acontecerá em outubro de 2023, no Vaticano, em Roma. Esse momento foi coordenado por Ana Café do Cebi Teresina. A busca por uma Igreja sinodal é um sonho que o papa Francisco vem querendo tornar realidade a partir de uma Igreja em saída, ao encontro de todas as pessoas em cada espaço em que se encontrem na sua realidade de vida, de modo especial que vive a margem da sociedade, nas periferias.

A outra temática do evento foi sobre a atual conjuntura política do Brasil, onde o Kelson França, Coordenador Estadual do CEBI fez uma apresentação trazendo alguns projetos de lei, como a PEC 191 que autoriza mineração em terras indígenas. Apresentou também dados de impactos ambientais como o desmatamento das florestas e o aumento na liberação do uso de novos agrotóxicos no Brasil. Ações de um de modelo de política do atual Governo Federal.

Em todos esses momentos de apresentações, eram realizados trabalhos de grupo para que os participantes pudesse trazer, estudar e debater textos bíblicos que abordam a vida, os desafios e a violação de direitos dos povos nos tempos de Jesus. Um evento que trouxe um estudo bíblico alinhado com as bandeiras de lutas dos povos nos dias atuais.  

Produção de batata doce gera renda para família agricultora

Hora da colheita

O Centro de Formação Mandacaru tem dentro de sua missão a convivência com o Semiárido, e essa convivência passa necessariamente pela educação ambiental e formal, pela produção agroecológica, pela as ações de sustentabilidade, pelo bem viver, além de outros temas e campos. Um exemplo bem prático vem da família de seu Antonio José da comunidade São João, uma família que já teve seus filhos estudando na Ecoescola Thomas a Kempis e hoje colhe bons frutos. Lá, em sua propriedade, a família cultiva batata doce há alguns anos. Uma atividade que tem trazido uma alimentação saudável, já que a batata doce está entre as leguminosas mais completas em nutrientes para o corpo humano, além de sua produção ser 100% agroecológica.

Em plena colheita nesse período que vai de maio até julho, o agricultor Antonio José relata com grande alegria a produção de 2022. Conta que esse ano tem uma das maiores colheitas já registrada na propriedade da família. “O inverno esse ano foi bom, o que facilitou nossa produção ser uma das maiores aqui”, afirma o agricultor. Com a venda de batatas, a família estar conseguindo uma boa renda financeira. Antonio José disse bem animado que já colheu esse ano mais de 400 quilos de batata doce. O que para a agricultura familiar é de fato uma quantidade grande para alimentar a família, por isso é possível vender o excedente.

Um outro dado importante com a produção de batata doce que a família cultiva é a possibilidade real de outras famílias da comunidade e região terem acesso a um produto saudável para sua alimentação. Por exemplo, a merenda para os alunos da Ecoescola desta quinta feira, (23) foi batata doce adquirida da produção na família da comunidade São João que um dia teve seus filhos estudando nessa unidade escolar.

A família de Antonio José traz também um exemplo bem prático e já trabalhado pela equipe do Centro Mandacaru, que é no tocante a segurança alimentar. Se a família produz de forma agroecológica a diversidade de frutas e legumes disponíveis dentro do seu quintal, estará gerando ali uma alimentação saudável, sustentável, produzindo soberania alimentar e em muitos casos a geração de renda familiar.

Nota de solidariedade

O Centro de Formação Mandacaru de Pedro II vem a público e através desta nota expressar nossa solidariedade e nota de pesar a família do jornalista Dom Philips, como também a família do indigenista Bruno Pereira pela forma covarde em que foram assassinados. Após dias de angústia e expectativas, a triste notícia foi confirmada pelas autoridades brasileiras. Nossa solidariedade aos povos indígenas da Amazônia que choram nesse momento a dor de perder dois defensores de seus territórios, suas matas, rios e suas biodiversidades. O Centro de Formação Mandacaru entende que essa é uma agressão direta a todas as pessoas, grupos e organizações que defendem a vida. Entende ainda que essas vidas vitimadas por esse sistema e grupos tão cruéis, elas precisam continuar sendo a motivação para que a luta não possa parar. Até quando Zózimo, Dorothe, Chico Mendes e tantos outros vão continuar sendo vítimas de um movimento ganancioso e destruidor que vivem a margem da lei? A essas famílias que hoje choram seus entes queridos perdidos, nossa força, orações e solidariedade.

O Centro de Formação Mandacaru também se une as várias outras organizações do Brasil e do mundo para que a justiça seja feita, que os verdadeiros culpados sejam encontrados, julgados e penalizados pelos seus crimes.  Basta de impunidade nesse País, abaixo a toda e forma de repressão e agressão à vida.

Mais dois combatentes da Mãe Terra perdem suas vidas, se faz necessário buscarmos forças e inspiração na coragem e exemplos desses e tantas outras pessoas. Pois assim seguimos a luta em defesa da vida e justiça social. A luta segue, a caminhada não será interrompida, tão pouco as vozes serão silenciadas.

A luta nunca foi fácil, porém sempre foi gratificante quando conquistamos novas vidas na caminhada. Assim como as sementes do bem sempre irão germinar. Bruno Pereira e Dom Philips vivem.

Centro de Formação Mandacaru de Pedro II

Setor Bíblico celebra nos Festejos da comunidade Pedra Branca

Foto: Neto Santos

Foi realizada na noite de sábado dia 07 de maio, a Festa da Colheita dentro da programação dos Festejos de Nossa Senhora de Fátima, padroeira do Assentamento Pedra Branca, a 12 km de Pedro II. A celebração contou com dois momentos muito bonitos e participativos. O primeiro deles foi a caminhada com treze paradas nas residências da comunidade. Em cada parada eram feitas a leituras sobre os nomes que Nossa Senhora recebe, por exemplo, por que o nome Nossa Senhora das Dores, Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora de Fátima? Em cada residência eram feitas também preces com a benção da casa e da família. “Foi um emocionante de ver e participar”, dizia Maria do Socorro, uma das pessoas convidadas para essa noite. O segundo momento na programação da noite foi a celebração da novena na capela da comunidade.

Os dois momentos, (Peregrinação pelas casas e celebração da novena na capela) ficaram por conta da equipe do Mandacaru que coordena o setor bíblico, (Adeodata dos Anjos, Francineth Pereira e Welinton Carvalho) e apoio do setor de Agricultura Familiar. A equipe preparou todo o roteiro com a participação das famílias da comunidade, tendo início às 18 hs.

Em procissão, o povo canta e reza em cada parada, seguindo até a Capela. Ali uma grande quantidade de pessoas já aguardava a celebração da novena. Uma festa bonita presidida por Adoedata e Welington.

Após a celebração houve o movimento social, leilão e um jantar partilhado com muita fartura por conta da Festa da Colheita entre as famílias da comunidade, noitários e convidados.

Agricultores celebram Festa da Colheita com muita fartura

Celebração e partilha de alimentos

O Assentamento Pedra Branca localizado a 12 km de Pedro II, na região do São Braz estar celebrando sua padroeira Nossa Senhora de Fátima, festa que teve início dia 03 de maio e segue até o dia 13. A comunidade celebra também dentro dessa programação a Festa da Colheita, um momento em que as famílias agricultoras agradecem a Deus o alimento colhido durante o inverno na região, legumes que vão trazer segurança alimentar para sua família por um certo período do ano e quando o inverno é bom, como eles mesmo dizem “o legume vai dar pra alcançar o próximo inverno”.

E este ano a celebração da Festa da Colheita aconteceu na noite desta sábado (07), durante e após a celebração da novena presidida pela Adeodata dos Anjos e Welinton Carvalho do Centro de Formação Mandacaru.

As lideranças da comunidade com o apoio do Centro de Formação Mandacaru, mobilizaram as famílias da comunidade e convidados para realizarem após a novena, uma grande partilha. E assim aconteceu cada família convidada trouxe um pouco de alimento para partilhar, o que de fato se tornou numa festa de fartura. Um grande jantar coletivo foi realizado durante o movimento social após a celebração. No cardápio, alimentos da roça como abobora, macaxeira, bolos e uma deliciosa galinha caipira com arroz.

A Celebração da Colheita acontece na comunidade há 05 anos, porém há dois anos não era realizada por conta da pandemia. Este ano voltou com toda a alegria da comunidade e convidados. Uma festa social organizada pela comunidade com o apoio do Centro de Formação Mandacaru.