Luis Gonzaga é um agricultor atuante na região de Palmeira dos Soares a 32 km de Pedro II que busca o sustento na agricultura familiar, mas também tem a preocupação de cuidar bem da terra e assim trabalhar de forma sustentável. Gonzaga produz hortaliças sem agrotóxicos e vende na região. Ganha um bom dinheiro com a venda, tanto que algumas melhorias na estrutura da propriedade é fruto da geração de renda das hortaliças. Mas Gonzaga ainda produz de uma maneira bem tradicional onde gasta muita água, tem um alto custo financeiro e gera também muita mão de obra. Atualizado e esperto ele foi conferi de perto as práticas de convivência com o Semiárido desenvolvidas pelo Mandacaru. O agricultor visitou a horta sombreada e a roça agroecologica na Ecoescola Thomas a Kempis, práticas que incentivam o uso reduzido de água, com pouca mão de obra e maior produtividade. Depois que viu o resultado obtido neste modelo de produção, Gonzaga solicitou uma visita da equipe técnica do Mandacaru em sua propriedade.
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Família produz de forma sustentável no Semiárido e gera riqueza alimentar
De longe se ver o cantinho verde do quintal no meio da vegetação nativa da Caatinga. Nem é preciso olhar muito para perceber que ali tem um implemento do Programa Uma Terra e Duas Águas – P1+2 da ASA Brasil. A família em destaque vive da agricultura familiar e da criação de pequenos animais numa propriedade de 33 hectares de onde tira a renda e a alimentação familiar e mora no lugar há mais de 30 anos. Já com os filhos criados, o casal permanece gerando conhecimentos e riquezas. A família proprietária de tal benção e riqueza? É o que você confere no relato abaixo.
Famílias trabalham em mutirão e dão exemplo de coletividade
O trabalho coletivo vem desde suas primeiras articulações para a conquista da terra. As 15 famílias do Assentamento Acero do Fogo a 35 km da sede do município de Milton Brandão tem dado um grande exemplo de determinação e coletividade para buscar a melhoria de vida. Elas se organizaram e conseguiram sua terra própria. Depois veio a necessidade de trabalhar os projetos para infraestrutura e produção. Já passaram quase oito anos e as famílias continuam firmes no desenvolvimento de suas propriedades. Depois de construírem as casas, quintais e uma horta sombreada para produção orgânica, agora trabalham os quintais produtivos e os preparativos para os pronaf’s. O que mais chama atenção no grupo são sua determinação e ação coletiva. “Os assentados tem suas diferenças, suas dificuldades como qualquer outro grupo, mas tem algo que supera tudo isso, a vontade de produzir e conquistar o bem melhor para suas famílias”, afirma o técnico Valmir Soares que assessora o grupo desde a mobilização comunitária.
O Centro de Formação Mandacaru tem apoiado todo esse processo do assentamento desde o início. Uma ação prática de promover e buscar uma vida melhor aliada a convivência com o Semiárido. O assentamento foi conquistado através do Crédito Fundiário, tem 281 hectares, possui 15 famílias e estar nas últimas atividades do plano de estruturação.