Setor de Organização realiza evento com Comunidade

Desenvolvendo um trabalho que visa fortalecer a organização comunitária e a renda familiar da Comunidade Centro dos Gomes, o setor de Organização e Produção do Mandacaru realizou no último fim de semana um leilão na comunidade, cujo objetivo é contribuir nas despesas das atividades comunitárias ali desenvolvidas. O evento aconteceu na noite de sábado (21) na capela da comunidade e contou com a presença de várias famílias inclusive de comunidades vizinhas.

A comunidade Centro dos Gomes é assessorada pelo Mandacaru num projeto de alimentos junto a CONAB – Companhia Nacional de Abastecimento. Cinco famílias produzem e vendem alimentos da agricultura familiar para o programa CPR Doação da CONAB. Nesta primeira etapa com duração de quatro meses a comunidade vai está negociando um montante de mais de sete mil reais, o que vai dar uma boa renda as essas famílias.

Há sete anos o Mandacaru acompanha a comunidade com assessoria na busca de melhoria de vida para as famílias. O primeiro passo foi a criação da Associação de Moradores, depois vieram, cursos, cisternas e agora o projeto na geração de renda.

Alunos tem aula no garimpo de opala

Formada por alunos do 2º e 3º ano da Ecoescola Thomas a Kempis a oficina de formação de Agentes Ambientais tem objetivo de capacitar alunos para atuarem em defesa do meio ambiente. Na ultima quinta-feira (19/04) os alunos, acompanhados do monitor (Valmir Soares) foram conhecer o garimpo de extração de opala no Boi morto. Para os alunos que participaram da aula passeio foi um momento de muito aprendizado porque desta forma se percebe in-locu os impactos ambientais que a atividade traz, comentaram.

 

 

Famílias vistam Roça Orgânica no Barro dos Lopes

35 famílias que tem seus filhos/as estudando na Ecoescola Thomas a Kempis estiveram na localidade Barros dos Lopes na manhã de sexta feira, (20) para verem de perto o desenvolvimento da roça orgânica familiar de seu Oliveira no cultivo de milho e feijão. Durante uma hora as famílias visitaram as duas roças que ficam uma ao lado da outra, sendo a roça orgânica e a roça tradicional. Durante a visita seu Oliveira explicou as vantagens de uma roça orgânica e também como fazer o manejo desta roça durante o ano. Falou ainda da produção nos três diferentes modelos de roças ali existente no ano passado. Esses três modelos foram cultivados na mesma área com o objetivo de fazer o comparativo de qual deles apresentaria melhor custo benefício. Segundo seu Oliveira o resultado da roça orgânica foi muito superior aos demais mostrando melhor custo beneficio. Durante a visita as famílias fizeram várias perguntas sobre como trabalhar esse modelo de roça.

A visita das famílias teve a coordenação da equipe de técnicos, Direção e algumas professoras da Ecoescola. Após a visita famílias e professoras se reuniram na sombra das mangueiras para debaterem este e outros assuntos referentes a Escola e a família. Estiveram presentes nesta atividade pais e mães de alunos/as da 5ª, 6ª e 7ª séries da Ecoescola.

NOVAS SEMENTES

Famílias presentes na visita à roça orgânica de seu Oliveira se interessaram pelo modelo de produção. Elas pediram para que os alunos e professores/as da Ecoescola fizessem visitas em suas propriedades para ver a viabilidade de se fazer roças orgânicas nestas localidades. É o modelo de produção sustentável na agricultura familiar gerando novas sementes.

NOVA ROÇA

Um dos pais já afirmou inclusive que irá fazer uma roça desse modelo em sua propriedade. O pai interessado na roça é Paulo Viana, um agricultor bem sábio que cultiva produtos orgânicos em sua propriedade localizada no Açude dos Mourões, próximo a cidade. Paulo, porém estará a partir de agora também fazendo uma roça orgânica em sua propriedade. A equipe técnica e alunos/as da Ecoescola se comprometeram a prestar toda a assessoria necessária na roça orgânica familiar. A expectativa da equipe da Ecoescola Thomas a Kempis é de que novas famílias venham também a trabalhar esse modelo de agricultura familiar e assim deixar a Natureza mais feliz, pois evita desmatamentos e queimadas.

Asa Brasil discute novos horizontes de atuação no Semiárido Brasileiro

Com a primeira grande meta se aproximando de sua conclusão a Articulação no Semiárido Brasileiro – ASA Brasil já traça planos para seus novos vôos. Quando em 1999 se formou essa grande articulação no semiárido brasileiro tinha naquela época a grande missão de levar água de qualidade ao povo dessa região tão castigado pela falta de água para o consumo humano. Criou-se na época o Programa de Formação e Mobilização Social para a Convivência com o Semiárido através do programa Um Milhão de Cisternas Rurais – P1MC com a proposta de construir cisternas rurais no semiárido brasileiro para colher a água da chuva. Hoje, essa missão já estar em sua faze conclusiva, ou seja, daqui a pouco as famílias carentes de água para beber na região sertaneja vão estar contempladas na sua totalidade dentro dos critérios definidos na época pelo governo e sociedade civil organizada.

Para a coordenação executiva da Asa, um grande passo de conquista de direitos está se concretizando. Pois a grande REDE lutava na época por água de qualidade através de uma metodologia que valorizasse a cultura local e gerasse riquezas desde a mobilização até a auto estima das famílias. Fato este ocorrido nesse processo mesmo que diante dos muitos desafios e lutas. Agora é olhar para a frente e buscar novos horizontes.

Diante dos fatos a Asa já começa a trabalhar suas novas perspectivas de atuação. Nessa perspectiva nos dias 11, 12 e 13 de abril essa grande Articulação reuniu em Recife quase 70 pessoas dos 10 Estados do Brasil onde há esse trabalho para discutir os desafios futuros. O evento propôs que o ENCONASA – Encontro Nacional da ASA a acontecer em Minas Gerais no mês de novembro irá discutir com mais clareza essa debate, tendo em vista que os trabalhos do P1MC e do P1+2 continuam até sua universalização. O diálogo entre o governo e a grande articulação da Asa continua no sentido de promover uma vida mais digna ao povo brasileiro que tanto necessita dessas políticas públicas.

O Piauí contou com cinco representantes neste evento, entre eles o Centro de Formação Mandacaru estava presente.

 

Roça Orgânica mostra resistência em período sem chuvas

Com um inverno, (período chuvoso em nossa região)de poucas chuvas em 2012, as plantações tendem a sentir bastante e muitas delas terem comprometida sua produção em parte ou todo. As chuvas isoladas tem gerado prejuízos às famílias agricultoras, muitos municípios no Piauí já declararam estado de emergência dado a situação de poucas chuvas. Pedro II não se encontra numa situação diferente por isso também já está encaminhando esse processo de emergência.

Nesse processo de desafios da convivência com o nosso semiárido, crescem as necessidades de observar a natureza e com essas observações criar alternativas de conviver com essa realidade.

Nestas circunstâncias reforçam a idéia de que a roça orgânica familiar é uma das saídas concretas em situações como esta. Em visita recente a roça orgânica familiar de seu Oliveira na localidade Barro dos Lopes, acompanhada e monitorada pelos técnicos e alunos/as da Ecoescola observamos a evidente diferença entre a roça tradicional e a roça orgânica, uma ao lado da outra na propriedade. Os legumes da roça orgânica pouco tem sentido a falta de chuva isso devido sua boa cobertura de materiais orgânicos retirados da própria natureza como folhas e pequenos galhos secos.

Essa cobertura faz com que a água no solo evapore menos segurando a terra molhada por mais tempo protegendo mais a planta, com isso ela vai sentir menos a falta de chuva.

Como na roça tradicional não há essa cobertura, o solo seca mais rápido prejudicando a plantação que logo sente a falta de água. A diferença entre as duas plantações está bem visível. Detalhe, os dois modelos de roça foram plantados no mesmo dia e estão uma ao lado da outra.

A roça orgânica familiar vem como alternativa para uma produção mais eficiente com menos trabalho para o agricultor e sem agredir a natureza. O grande desafio é fazer o agricultor que trabalha há anos no sistema tradicional acreditar nesse resultado, mesmo vendo, ele ainda resiste no sistema convencional.

A proposta de seu Oliveira e o pessoal da Ecoescola é mostrar esse resultado concreto e dar uma alternativa viável as famílias do semiárido, para que elas sintam a necessidade de adesão a esse modelo de vivência e assim viverem melhor.